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Projeto Quixote

Projeto Quixote

Associação de Apoio ao Projeto Quixote
www.projetoquixote.org.br

1.240

crianças e adolescentes beneficiados.

São-Paulo-(SP)

Faixa etária

De 6 anos a 17 anos e 11 meses;

Diagnósticos das crianças e dos adolescentes atendidos

Transtorno de ansiedade, depressão, automutilação e ideação suicida (tentativa);

Resumo do projeto

O projeto oferece atividades socioeducativas – música, dança, artes e esportes – com o intuito de promover a prevenção de problemas de saúde mental e evitar o seu agravamento. O projeto também realiza o cuidado e atendimento clínico terapêutico para as crianças e os adolescentes que sofrem de transtornos mentais.

Metodologia

A entrada da criança e do adolescente no projeto Quixote acontece pelo encaminhamento da rede socioassistencial local e por demanda espontânea, que tem como método “deixar pousar”. A criança e o adolescente não precisa estar na escola, não precisa ter documentos, não precisa ter endereço fixo e nem estar acompanhado por um adulto responsável. A equipe do projeto recebe todos sem necessidade de agendamento, encaminhamentos ou indicação. A chegada ao projeto é espontânea.

A criança e/ou adolescente é recebido por um profissional do projeto que apresenta o espaço a ela, preenche uma ficha cadastral e realiza uma conversa individual. Com essas informações a equipe social inicia a identificação da situação de risco e vulnerabilidade da criança e a construção do seu perfil.

A partir dessa acolhida inicial, a criança e/ou adolescente é convidado a participar de oficinas artísticas e pedagógicas (artes, grafite, dança, música) no período de 15 dias, sendo assim a equipe social (assistente social e psicólogo) dá início ao acompanhamento dos atendidos através de uma abordagem observadora.

Após esse período de observação, a equipe multidisciplinar do projeto (educadores, psicólogos, psiquiatras, clínico geral, enfermeiros, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo) se reúnem para desenhar os projetos terapêuticos de cada criança e/ou adolescente. Nas ações dos projetos terapêuticos há atendimentos individuais e em grupo e a realização de oficinas pedagógicas (dança, música, grafite, jogos e brincadeiras, esportes) que acontecem de 2ª a 6ª feira. As crianças e os adolescentes têm autonomia de traçar o seu próprio itinerário de quais as oficinas desejam realizar.

No atendimento clínico a abordagem psicológica utilizada são as linhas psicodinâmicas inspiradas em Freud, Jung, Bion, Melanie Klein e Lacan, não há uma predominância das linhas para o processo terapêutico. O importante é que o olhar clínico possa fazer uma escuta das fantasias, medos, angústias, desejos para identificação de sintomas que o sofrimento cause.

No atendimento psiquiátrico há uma abordagem predominante da escuta qualificada e de intervenções com medicação (se necessário). Todos os atendimentos são acompanhados e avaliados pela equipe multidisciplinar. Esse modelo de atendimento integra o olhar clínico, pedagógico e social da criança e do adolescente.

Quanto ao atendimento às famílias, são acompanhadas no projeto por meio de uma escuta acolhedora, que colabore para a construção conjunta da equipe social (assistentes sociais) do plano de atendimento. São realizadas ações de orientação psicossocial (questões de cidadania, saúde, violência, direitos e entre outros), atendimentos individuais e visitas domiciliares.

Ao apresentar um quadro de melhora, a equipe multidisciplinar estará apta a dar a alta clínica a criança e/ou adolescente atendido. No entanto, ela escolhe se deseja continuar ou não realizando as oficinas lúdicas. Caso sim, ela permanece no projeto.

Resultados

  • Adesão ao tratamento;
  • Retorno à escola;
  • Melhora no rendimento escolar;
  • Diminuição no uso de substâncias psicoativas;
  • Abstinência de drogas;
  • Melhora nas relações e nos conflitos familiares;
  • Maior participação na vida comunitária.

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