Projeto Propulsão (re)inserção de adolescentes em situação de
uso abusivo de álcool e outras drogas

Marista Propulsão

Associação Brasileira de Educação e Cultura
www.solmarista.org.br

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adolescentes beneficiados.

Curitiba-(PR)

Faixa etária

De 14 anos a 17 anos e 11 meses;

Diagnósticos dos adolescentes atendidos

Uso de substância álcool, tabaco, maconha e, alguns casos, cocaína, ocasionando outros transtornos (ansiedade, depressão, automutilação e ideação suicida);

Resumo do projeto

O projeto prevê a identificação e redução do agravamento dos problemas de saúde mental, ocasionados em virtude do uso de substâncias como álcool, maconha e cocaína, por meio do acompanhamento da equipe técnica – psicólogo e assistente social – aos atendimentos clínicos à rede de saúde local e de atividades socioeducativas como arte de rua, audiovisual, esportes skate e bike, que possibilitem aos adolescentes a perspectiva para um novo projeto de vida.

Metodologia

Ao dar entrada no projeto, o adolescente recebe o acompanhamento inicial da equipe psicossocial (assistente social e psicólogo) por meio da escuta ativa que traçará o itinerário do adolescente no projeto a partir da elaboração do Plano Singular de Atendimento. Nesse plano inclui quais atividades socioeducativas o adolescente participará, o atendimento clínico necessário com a rede local de saúde (CAPS AD) e o contexto sócio econômico da família.

Com o Plano construído, o adolescente inicia suas atividades socioeducativas que oferecem uma abordagem a partir da Educação Social (considerando a realidade, o meio e as suas questões sociais). Nas oficinas de música, por meio dos exercícios de respiração, ritmo e canto é possível ajudar o adolescente a superar as dificuldades emocionais (ex: medo). Nas oficinas de RAPensando o objetivo é promover um espaço de escuta e troca para o desenvolvimento de habilidades de comunicação e interação com o outro.

Em paralelo as atividades pedagógicas, o adolescente também é acompanhado pela equipe psicossocial do projeto que atuam a partir da psicologia social, por meio das abordagens sócio-histórica e psicanalítica. A abordagem sócio-histórica traz contribuições importantes sobre a leitura do contexto das vulnerabilidades sociais em que os adolescentes se encontram. Já a abordagem psicanalítica aponta para a importância de uma escuta das urgências sociais do adolescente se atentando para o seu sofrimento psíquico oriundo dessas situações.

Quanto ao trabalho em rede, o adolescente também é encaminhado e atendido pelos profissionais do CAPS AD para o acompanhamento clínico.

Quanto as famílias, participam do projeto por meio dos atendimentos em grupo mensais e das visitas domiciliares com o objetivo de fortalecer os vínculos dessas famílias com os seus filhos atendidos.

Resultados

  • 75% dos adolescentes se identificam com o gênero masculino;
  • 81% dos adolescentes apresentaram redução de danos do uso de álcool e drogas e fortalecimento de vínculos com as suas famílias;
  • 70% dos adolescentes apresentaram reinserções sociais (retorno à escola);

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